Excursões da Geologia
Turma 61


Minas Gerais e Região Sul


Brucutu

Nosso famoso símbolo, o Brucutu.
Mente et Malleo




Nossas lendárias excursões




Esta página vai mostrar um pouco da história da turma de Geologia de 1961, 

em suas viagens para Minas Gerais e também para a região sul do Brasil.

As fotos utilizadas são da coleção de Paulo Castro e Nilson Gandolfi. 

São pequenas, (4x6 cm)na maioria, tem 50 anos (cinquenta anoooooos).
 
Porisso a resolução, apesar de nossos esforços, é ruim, mas acreditamos 

que muito mais que a precisão da imagem, o que cada um de nós vai fazer é 

voltar ao passado, e relembrar momentos mágicos de nossas vidas. 

Contamos com a ajuda de vocês para aumentarmos ainda mais este acervo e 

esperamos também que contribuam com correções e fatos não revelados ainda 

pelas fotos ou pelo texto do Adonis de Souza,que infelizmente faleceu neste ano de 2010, 

nosso jornalista de rara memória, que enriqueceu sobremaneira o conteúdo fotográfico. 

Ele consegue lembrar-se de fatos que certamente não ficaram nas mentes de todos nós!

Esperamos que gostem e curtam com a família, filhos e netos!

Um grande abraço do amigo e colega de sempre, Paulo Castro


Nossa Querida Turma - 1961

Adônis de Souza (in memoriam)
Benedicto Waldir Ramos 
Carlos Henrique Cristaldo Azuaga 
Carlos Weyler (in memoriam)
Diogo Garcia (in memoriam)
Helmut Born (in memoriam)
Ingo Heinz Witt (in memoriam) 
Jacy Ferreira da Silva (in memoriam)
Jorge Silva Bettencourt (Cabo Verde, pois, pois) 
José Luiz Piovesan (in memoriam)
Kazuo Fuzikawa 
Líster de Araújo (in memoriam)
Luiz Carlos dos Santos 
Moacyr Rabelo de Arruda (in memoriam)
Ney Luiz do Monte 
Nilson Gandolfi 
Osamu Utsumi (in memoriam)
Osmar Sinelli 
Paulo Marcos de Campos Barreto 
Paulo Milton Barbosa Landim 
Paulo Roberto Moura Castro 
Roberto Porto 
Samir Saad 
Sumio Hassano 
Yociteru Hasui



Escreva-nos!


Veja também:

Excursão para a Fazenda Ipanema ( Com texto )

e

Formatura da Turma de Geologia - 1961


Minas Gerais
Algumas histórias ainda permanecem vivas na lembrança. Que sorte termos feito o curso de geologia nessa época. Fizemos um turismo lascado em nome da aprendizagem necessária para um geólogo. Nesta viagem para Minas Gerais ressaltamos Belo Horizonte, Congonhas do Campo, Ouro Preto e as minas de ouro, ferro e manganês. Se a turma aprendeu alguma coisa aproveitou muito mais em termos de divertimento e farras.Um fato curioso aconteceu antes da descida na Mina de Morro Velho. Alguns operários fizeram uma “revista” na turma para saber se existia alguma mulher. Diziam que era proibida a descida na mina de mulheres porque as mesmas “davam azar”. Bolas, toda mundo doido para arrumar uma garota charmosa e os mineiros com essa conversa mole... Lembro-me que a aventura de descida na mina, até 1.500 metros de profundidade, foi sensacional. As grandes escavações para retirada do minério eram espetaculares tal sua magnitude. O calor então nem se fala, apesar das grandes tubulações existentes para injetar ar fresco nas galerias. Contrariando os avisos, fui, assim como outros colegas, experimentar a temperatura das paredes rochosas e me dei mal. Diziam que estavam a 60º centígrados, mas devido ao desconforto físico provocado na mão, parecia que a temperatura era mais elevada. Na época ninguém falava em meio ambiente, por isso, ninguém se lembrou de questionar o tratamento de minério que era feito por cianetação, qual o processo de desativação do cianeto e onde eram dispostos os resíduos... Lugar bacana, devido as igrejas e especialmente as obras em pedra sabão do Aleijadinho, foi a visita a Congonhas do Campo.Pouco me lembro da visita à mina de ferro (Itabirito) e à mina de manganês nos arredores de Ouro Preto. O que me recordo muito bem foi de algumas estrepolias que ocorreram no hotel em Belo Horizonte. Uma delas foi a seguinte: não sei por que cargas d’água um dia na saída do ônibus pela manhã alguém resolveu espalhar pó de mico no ônibus (desconfio que foi o Diogo mas não tenho certeza). Foi só o onibus começar a andar e começaram as reclamações e xingamentos. Inclusive os professores entraram na dança... Não me lembro mais como o negócio acabou mas só sei que o motorista do ônibus, o grande Mauro, dedou qual o motivo da coceira que atacou a turma. No retorno para o hotel e após o jantar, a turma resolveu dar uma lição no Mauro para que o mesmo nunca mais bancasse o dedo duro. Entramos no quarto do mesmo e sob orientação do Diogo (estávamos em quase uma dúzia) seguramos o bruto pelos braços e pernas e inclusive alguns segurando a cabeça e pressionando o peito do mesmo na cama para impedir todo e qualquer movimento. A seguir a calça e a cueca do mesmo foram retiradas e as pernas foram abertas e levantadas. Um tubo de creme de barbear Willians foi inteirinho espremido no rabo do mesmo. Depois de solto pela turma, foi hilário ver como o bicho esfregava o rabo na cama, tentando aliviar a ardência provocada pelo creme de barbear. No dia seguinte era uma só gozação: a turma estava querendo saber quando o Mauro iria inaugurar sua fabrica de creme de barbear tendo em vista que o bicho estava cagando o tal de creme e ficaria fácil fazer a embalagem ... O hotel tinha os quartos dotados de uma maçaneta redonda com um pino central para abertura das portas. Uma noite após o jantar e o tradicional passeio para fazer um pouco de hora, chegou a hora de se recolher para dormir. Os corredores eram mal iluminados. E aí começou a confusão: o cara segurava na maçaneta da porta e botava o dedão para pressionar o pino. Era quando sentia o contacto com uma substância pegajosa e logo vinha a expressão: “Que merda”. E aí quando o cara levava o dedo ao nariz para tentar descobrir o que era, lá vinha a exclamação: “É merda mesmo!” Acabamos descobrindo depois que os autores foram o Ingo e o Piovezan. Agora estou na dúvida se o pó de mico foi a vingança contra a merda ou se a merda foi a vingança contra o pó de mico!!!


Geologia 61

Foto 01 - Nosso saudoso ônibus da CAGE, que nos acompanhou em tantas excursões!






Geologia 61

Foto 02 - Visita à Igreja de Congonhas do Campo, com as esculturas do Aleijadinho ao fundo.






Geologia 61

Foto 03 - Vista da porta principal da igreja.




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Foto 04 - Close da turma no mesmo lugar.




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Foto 05 - Mina de ferro da Hanna, em Itabirito






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Foto 06 - Pico do Itabirito? (Parece que foi destruído completamente)






Geologia 61

Foto 07 - Viagem para Minas?






Geologia 61

Foto 08 - Idem






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Foto 09 - Idem






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Foto 10 - Idem






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Foto 11 - Idem






Geologia 61

Foto 12 - Um doce para quem disser onde é esta falha!!!




Região Sul

 


Esta foi uma viagem sensacional realizada durante o mês de julho, visando 

aspectos relacionados com Geologia Econômica.Os problemas começaram já nos 

preparativos para a viagem. Diziam que o frio seria muito intenso nesta 

época do ano e que deveríamos ir bem agasalhados! Como a grana era curta lá 

fui eu para a 25 de março atrás de uma vestimenta chamada ceroula, da qual 

nunca tinha ouvido falar antes a não ser através de livros ou visto em filmes. 

Já que era para esquentar, comprei uma ceroula de lã!!! Nunca consegui usar 

essa porcaria: alem da ginástica para entrar nessa geringonça que era inteiriça 

(blusa e calça emendadas com um "buraco" no meio para poder entrar com o corpo) 

pinicava o corpo todo e o frio acabou não sendo lá essas coisas ... 

Deu para agüentar com as vestimentas usuais de São Paulo!

Nesta altura do campeonato os lugares no ônibus já eram bem delimitados graças 

às inúmeras viagens anteriores: tinha a turma "dos c.d.f. e dos puxa. sacos" 

que se sentavam na frente, logo atrás dos professores; no meio vinha a turma 

dos bem comportados e dos mais ou menos que de vez em quando aderiam às bagunças 

e por ultimo a chamada turma da "cozinha" onde ficava o núcleo dos gozadores 

além da Turma do Sereno (era a turma que sempre "passava raspando" nas provas).

Lembro-me de alguns componentes dessa turma da pesada e acredito que nesta altura 

do campeonato isto não mais soará como uma "denúncia": Tinha o Samir, o Nicolau, 

o Landim, o Jacy, o casal Garcia (o Osmar e o Diogo), o Megatério (Luis Carlos 

dos Santos), o Azuaga e eu (Adônis).

Não dá mais para fazer uma descrição em detalhe de tudo que aconteceu nesta 

excursão, falta a caderneta de campo que se perdeu numa das inúmeras mudanças 

de residências durante esses anos transcorridos e memória para recordar 

(quem mandou ficar velho!). Mas alguns fatos ficaram muito marcados.



Tubarão – Visita à Mina de Carvão



Mina subterrânea. Descemos em "gaiolas" para visitar os túneis escavados para 

extração do carvão.Depois de várias horas andando pelos túneis e observando 

as máquinas e as técnicas utilizadas, saiu todo mundo "preto" de dentro da mina.

No hotel fizemos fila para poder tomar banho, pois apesar do frio, ninguém 

queria dormir de cara suja.A empresa de mineração ofereceu um jantar numa 

churrascaria da cidade para os professores e alunos. 

E lá fomos nós para matar a fome pois tínhamos passado o dia apenas com um 

lanche ligeiro (sanduíche).Deu para notar na iluminação da churrascaria, 

que havia professores (pelo menos dois) que haviam recusado o chuveiro pois 

ainda apresentavam marcas de carvão no pescoço (diziam que estrangeiro quando 

vinha para o Brasil só tomava banho uma vez por semana pois na Europa eles não 

tinham o hábito, por isso a fama do perfume francês que costumava substituir o 

banho evitando assim o mau cheiro resultante... e como ainda não era sábado...).

Com a fome acumulada desde o almoço, a turma deu um trabalho danado aos garçons 

que ficavam num ir e vir incessante com seus espetos recheados de carne 

(bem entendido, os espetos vinham cheios e voltavam vazios). Bebida também à vontade.

Lá pelas tantas, mais de hora após o inicio do jantar, eu escutei a conversa de 

dois garçons postados perto de mim:- Você sabe de onde está vindo essa turma? 

- Me parece que eles são de São Paulo...

- Não acredito! Pelo tanto que eles comem parece mais que são 

retirantes nordestinos, que faz muito tempo que não vê comida...



Praia de Tubarão - desafio para banho de mar



Acontece coisas muito esquisitas na vida da gente! Principalmente quando 

descobrimos que alguém não é o que aparenta ser...

Fizemos uma parada na praia de Tubarão em Santa Catarina para observar os enormes 

paredões de basalto que confrontavam e delimitavam um dos lados da praia. 

Era de manhã cedo, o tempo estava nublado e neste dia fazia um frio de rachar! 

Tava todo mundo encapotado!Foi quando alguém resolveu reclamar do tempo, pois se 

não estivesse tão frio bem que a gente poderia aproveitar para dar uma caída no mar... 

Outro lembrou que de qualquer jeito, não daria pois nós não havíamos trazido roupa de 

banho ... Esse não seria o problema, disse outro, pois com essa praia deserta 

como está a gente entrava no mar pelado mesmo!

Um colega então resolveu propor uma aposta com a turma! Por não sei quanto 

(nem lembro mais qual era a moeda que vigorava na época!) ele se propunha a ficar dez 

minutos dentro daquela água mais gelada que água de geladeira!

Fizemos uma vaquinha e casamos a aposta, já fazendo as contas de quantas Bramas 

poderíamos tomar com aquela importância...O danado tirou as roupas, deu uma corrida 

pela areia da praia e mergulhou de cabeça nas ondas do mar. Ficou nadando de um lado 

para outro bem mais que dez minutos. 

Achamos até que tinha ficado barato perder tal aposta, pois o doido teria até que 

vestir as roupas sem nenhuma toalha para se enxugar!

Foi quando resolvemos ajudar o colega, preparando suas roupas para que ele não ficasse 

mais tempo pelado naquela temperatura tão baixa...

Ao levantar seu casaco, uma carteira preta caiu de seu bolso interno! Ao bater no chão 

ela se abriu e revelou um distintivo que era temido por todos naquela época: 

o cara era agente do DOPS! ! ! Fazer o que? Bater no cara? Nem pensar, pois ninguém 

era um marginal! A solução acordáda foi botar o bicho no gelo e mantê-lo o mais isolado 

possível do grupo até o fim do curso!

Esse fato nos faz até hoje refletir! Quantos agentes iguais a ele estavam infiltrados 

na época nas universidades? Quantos estudantes não foram dedurados e sumiram durante 

a ocupação dos militares? E pensar que durante o curso várias tendências 

foram reveladas: conservadoras, socialistas, comunistas. 

Será que isto foi parar nos arquivos do DOPS?

É melhor nem pensar mais sobre o assunto!

Lembro-me do "meu" socialismo, que não podia nem ouvir falar em Rússia. 

Achava que o Brasil devia implantar um socialismo próprio, sem nenhuma cópia do que
 
vigorava nos países da Cortina de Ferro!

Lembro-me de tentar implantar uma horta comunitária com os trabalhadores da jazida 

de níquel em Niquelândia, GO e do fracasso dos meus esforços tanto fisicos quanto 

financeiros ao verificar depois do primeiro mês que os trabalhadores abandonavam o 

projeto por uma causa fundamental: não tinham o hábito de comer verduras e legumes... 

Sua dieta básica era constituída por arroz, feijão, carne (normalmente carne seca) 

e farinha de mandioca! Lembro-me também (com muita saudade) das muitas discussões 

com o Jacy que era um ferrenho comunista e russófilo. O bicho depois de formado 

abandonou completamente suas convicções. Bem remunerado, deixou de se revoltar com 

sua pobreza da época de estudante e deu adeus ao seu comunismo...




Hotel em Praia em Santa Catarina 
Berro de criança




Essa aconteceu num hotel situado na Praia de Camboriu no qual pousamos no caminho 

para o Rio Grande do Sul. Chegamos ao hotel, que ficava no alto de um morro, à 

tardinha, começando a escurecer. Após a bagunça costumeira para escolha dos quartos,
 
descobrimos que num dos mesmos havia um berço para criança., junto com duas camas de 

solteiro para adultos. Não me lembro quem foi, mas alguém teve a "brilhante idéia" de 

fazer uma gozação com o Carlinhos Weiler, que por ser o mais jovem da turma era chamado 

de "criança"... Descoberto o quarto onde o Carlos Weiler ia dormir, um grupo se atrasou 

um pouco na ida para o jantar, providenciando então a troca da cama do Carlos pelo 

berço de bebê! Na hora de recolher para dormir, começou a confusão! Ao descobrir o berço 

no lugar de sua cama, o Carlos começou a vociferar exigindo que parassem com a gozação 

e devolvessem sua cama. Foi aí que um espírito de porco resolveu dizer que a cama tinha 

sido colocada pela janela afora. Que idéia de jerico! Agora burro maior ainda se revelou 

o Carlinhos que incontinenti resolveu pular a janela para recuperar sua cama! 

Foi um grito terrível, seguido de um baque surdo...Como havíamos chegado ao escurecer 

ninguém tinha reparado que o hotel ficava "pendurado" na encosta de um morro. 

Do lado do quarto onde o Carlos havia se alojado havia um desnível de quase quatro 

metros até o chão... E foi por lá que o bicho se despejou...Felizmente, fora o susto e 

algumas escoriações leves, nada de mais aconteceu com o nosso colega! 

A não ser ter que agüentar a gozação da turma por um bom tempo...



Caxias do Sul- Visita às adegas



Não me lembro de mina nenhuma na região. Deve ter sido uma parada estratégica para 

simples pernoite no regresso para São Paulo. E que pernoite...

Nem bem tínhamos acomodado as malas no hotel e tomado banho, lá vem um colega todo 

eufórico com a notícia:- Oi turma! Acabei de saber que aqui tem várias adegas onde 

se pode experimentar os vinhos antes de fazer a compra de um determinado tipo! 

Vamos nessa: podemos beber vinho de graça!!!Adivinhem se esse cara era da Turma 

do Sereno! Mesmo "os mais certinhos" saíram para verificar in loco a informação. 

E era verdade mesmo! Na primeira adega que entrei experimentei umas dez qualidades 

de vinho. Colocavam cerca de dois dedos num copo comum. Sai de lá já começando à 

ficar calibrado... Outras adegas usavam um cálice, mais afrescalhado, cujo maior 

problema era o danado ser muito pequeno.Meia dúzia de adegas depois, transcorridas 

cerca de duas horas, eu já estava um bocado alto. Foi uma misturada infernal, vinho 

tinto seco, vinho doce, vinho rosé , vinho branco... E os vinhos eram deliciosos! 

Desciam redondinho, redondinho!

Aí resolvi, como muitos outros colegas, levar um garrafão de vinho para degustar 

em São Paulo. Ficou dificil acomodar tantos garrafões no ônibus.

Mas a noite ainda não havia terminado. Ao chegarmos ao hotel e nos acomodarmos para 

desmaiar na cama, ouvimos uma bagunça no quarto do "casal Garcia". Lá nos deparamos 

com cena de dois integrantes da Turma do Sereno num fogo desgraçado:

O Diogo querendo despejar vinho de um garrafão na cabeça do Osmar dizendo que ia dar 

um banho nele e o Osmar xingando pelo desperdício, querendo que o vinho fosse despejado 

na sua boca...Só depois de enfiar os dois embaixo do chuveiro é que os ânimos ficaram 

menos exaltados e conseguimos botar os dois na cama ...e sossegar para também ir dormir! 

Aquela noite foi de fogo generalizado. 

Mesmo os mais "certinhos" da turma não estavam muito bem das pernas...

No dia seguinte, pela manhã, notamos com estranheza a ausência da famigerada ressaca 

que costumava suceder uma noite de "libação alcoólica". Deve ser pelo fato de serem 

os vinhos sem "batismos" ou sem conservantes.A grande decepção ocorreu uma semana 

depois da chegada à São Paulo. Aberto o garrafão de vinho constatamos que o mesmo 

estava azedo, havia se transformado num autêntico vinagre. Era vinho puro mesmo.
 
Não tinha nenhum conservante e por isso não teve ter agüentado os sacolejos do 

ônibus durante a viagem...

Nunca mais consegui tomar vinhos com sabor tão bom como aquele experimentado 

nas adegas de Caxias do Sul ... 

(talvez culpa da novidade que era beber vinho na época ou 

então da juventude que se foi!). 



Pouso em Porto Alegre



Ficamos hospedados no mesmo hotel que uma delegação esportiva de Santa Maria, cidade 

do Rio Grande do Sul. Estavam disputando os Jogos Abertos que reunia várias cidades 

do estado.Era uma delegação mista, com moças e rapazes, e a turma da Geologia logo 

fez entrosamento, numa evidente política de boa vizinhança (com as moças, é lógico). 

Após o jantar, lá fomos nós ao estádio torcer pelas meninas que estavam disputando 

partidas de vôlei, pois afinal elas, temporariamente, eram nossas conterrâneas 

(estavam hospedadas no mesmo hotel). No retorno para o hotel, vários casais se formaram 

(paulistas x gaúchas). Amassos fizeram com que muitos colegas fossem dormir de 

madrugada, alguns até com febre! Naquela época não se chegava "à vias de fato" como 

hoje é comum acontecer entre moças e rapazes que acabam de se conhecer...

Vários namoricos sem maiores conseqüências surgiram desse congraçamento, com cartas 

trocadas entre os figurantes durante alguns meses.



Camaquã - Mina de cobre



Lugarzinho longe p'rá daná! Perto da fronteira com o Uruguai.

Após a visita à mina a turma da mineração ofereceu um churrasco tipicamente gaúcho!

Aquele que eles assam um boi inteiro com o braseiro num buraco feito no chão. 

Na hora que a turma viu o tamanho do bicho a boca encheu d'água. O pensamento 

era unânime: "Vamos lavar a égua de tanto comer carne..."

Doce ilusão. A carne estava tão dura que parecia chiclete! Mascava, mascava, mascava 

e cuspia fora, porque não dava para engolir...

O tão famoso churrasco gaúcho foi uma decepção. Acho até que eles aproveitaram para 

se livrar de um boi velho demais ... (Como o churrasco era de graça não deu para 

ficar reclamando muito! Pelo menos aproveitamos o "suco" do boi...")


Geologia 61

Foto 14 - Vista de Vila Velha




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Foto 15 - Que belos garotões! O Lister até parece o Freddie Mercury com o conjunto do Queen!!
Pena que a idade somada hoje seria mais ou menos à das rochas ao fundo....






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Foto 16 - Vila Velha






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Foto 17 - Rumo a Curitiba - Pausa para descanso.






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Foto 18 - Não descobriu a "peça" que não conseguia subir na pedra? Veja na foto seguinte a solução...
E olhe que na época ele estava na flor da idade... E foi justo o Megatério quem fez o içamento!






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Foto 19 - Viagem de Curitiba a Joinvile. Decobriram? Uma dica: ele está de chapéu....






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Foto 20 - Outro descanso na estrada, rumo ao sul do país.






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Foto 21 - Castro pensando: Qui que eu e o Carlito tamos fazendo aqui no meio destas tranqueiras?






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Foto 22 - Outra pose especial.






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Foto 23 - Esta ala do ônibus é do pessoal comportado...




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Foto 24 - Mais uma parada, pois a viagem é muito longa! Foi tirada em Itajai.




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Foto 25 - Foto tirada em frente ao Hotel, em Blumenau.






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Foto 26 - Hotel Alameda, em Blumenau.






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Foto 27 - Outra foto em Blumenau.






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Foto 28 - Brincadeiras em Blumenau.






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Foto 29 - Outra pose para a posteridade.






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Foto 30 - Foto tirada na escadaria da Catedral de Florianópolis.




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Foto 31 - Close no mesmo local.




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Foto 32 - Diversão em Florianópolis.




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Foto 33 - Que tal o Megatério de Sherlock?






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Foto 34 - Mina de carvão em Tubarão. Vejam o texto do Adonis.






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Foto 35 - Que bela turma! Quem é quem?




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Foto 36 - Visita à usina termo-elétrica de Tubarão




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Foto 37 - Churrasco em Tubarão.




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Foto 38 - Até que enfim uma foto nítida!!!.




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Foto 39 - Landim discursando??




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Foto 40- Chegada em Torres.






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Foto 41- Torres, Rio Grande do Sul.






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Foto 42 - Mais uma foto para matar a saudade.






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Foto 43 - Porto Alegre, alguma praça.









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Foto 44 - Ponte no Parque Farroupilha, Porto Alegre.






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Foto 45 - Outra vista da ponte.






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Foto 46 - Porto Alegre.






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Foto 47 - Passeando de trenzinho no parque...






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Foto 48 - Mesmo trenzinho, visto de trás.




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Foto 49 - Centro de Porto Alegre.




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Foto 50 - Restaurante da Universidade Federal do Rio G.do Sul






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Foto 51 - Parque Farroupilha.






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Foto 52 - Visita à Universidade, em Porto Alegre, com algumas autoridades.






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Foto 53 - Recanto Oriental, no parque.






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Foto 54 - Algum descanso não identificado???






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Foto 55 - Viagem Porto Alegre - Cachoeira do Sul, Rio Jacui ao fundo.






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Foto 56 - Close no mesmo local.






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Foto 57 - Mesmo local, com nosso saudoso Prof. Leinz.






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Foto 58 - Caçapava do Sul, mina de cobre de Camaquã - Alojamento.




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Foto 59 - Currasquinho "chiclete" em Camaquã.




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Foto 60 - Outra foto do dito cujo.






 

É isto aí pessoal! Qualquer correção ou adendo aos textos, escrever para
mim. O endereço está lá em cima e não se esqueçam de visitar as 
outras páginas, com mais histórias.
Os textos de viagens e as fofocas são de autoria e 
responsabilidade total do Adonis de Souza!!!
Um grande abraço do amigo e colega de sempre.

Paulo Roberto Moura Castro
Tel:19-3451-5522
e-mail: pcastro@widesoft.com.br